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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

ATIRE A PRIMEIRA PEDRA



Quem estiver sem pecado, que atire a primeira pedra... Lembrei desta frase ao saber da absolvição do senador Renan Calheiros na última quarta-feira. Atolado num mar de acusações que vão desde envolvimentos com lobistas de empreiteiras, desvios de verbas públicas, crescimento vertiginoso e mal explicado do patrimônio pessoal, fraudes fiscais e contábeis, mentiras ao fisco e à Polícia Federal, utilização de “laranjas” para esconder negociatas ilícitas, abuso de autoridade e poder, enfim uma lista inconcebível para qualquer cidadão, mais ainda ao presidente do Senado, a casa maior do poder legislativo da República, não há outra explicação para que tenha sido evitada sua cassação senão a máxima estabelecida por Jesus: o Senado é uma casa onde macacos não criticam o rabo dos outros porque têm vergonha dos seus próprios rabos.

O senador Renan Calheiros sabe demais. Sabe dos pecados e crimes de tantos outros senadores, sabe dos expedientes dos que se locupletam no exercício do poder: compra de votos, beneficiamento de empresas, manipulação de verbas orçamentárias, recebimento de doações para “fundos de campanha”, comércio de concessões de veículos de mídia, sistemas de corrupção, loteamentos de estatais, “caixas dois”, os “por fora” das privatizações, além das escapadelas hedonistas dos engravatados da corte. Fosse escrever na areia, o senador Renan Calheiros encheria o chão com um triller de romances ilícitos, negócios espúrios, crimes grotescos, expondo a podridão dos bastidores do poder que nada mais são do que reflexo e expressão dos lixos guardados nom porão da alma humana conquistada pela diabólica trindade dinheiro, sexo e poder.

Não me admira que os senadores tenham escolhido a escuridão de uma seção secreta com o manto para uma votação secreta não menos tenebrosa: “as pessoas preferem a escuridão porque fazem o que é mau. Os que fazem o mal odeiam a luz e fogem dela para que ninguém veja as coisas más que fazem”, diz a Bíblia Sagrada (João 3.19,20 – BLH). Escondidos nas trevas, os homens maus são incapazes de promover processos de justiça, primeiro porque não têm autoridade moral para executá-los, mas também e principalmente porque temem a exposição de sua própria impiedade, vivem aterrorizados pela possibilidade de que sua vergonha seja exibida pelas esquinas, vire manchete de jornais, capas de periódicos, corpos nus em revistas de fetiche.

Ao denunciar o pecado dos impiedosos apedrejadores Jesus pretendia convocar todos à dignidade humanizadora, fraterna, conciliadora, mostrando que a culpa e a vergonha não são purgadas pelo achincalho, o enxovalho e a pena capital em praça pública, mas pela outorga mútua da compaixão e da misericórdia, própria dos que enxergam as sombras de suas próprias almas e estendem a mão e se irmanam na súplica para sejam guiados ao caminho da luz.

A proposta cristã da recusa ao apedrejamento não é uma licença para a manutenção de um sistema imundo perpetuado por almas sujas. A proposta cristã para que ninguém atire a primeira pedra é a afirmação de que ninguém precisa temer vir para a luz: a confissão a Deus não implica colocar a cabeça na guilhotina, mas o abrir do coração para que o poder de Deus anule a força da maldade, o perdão de Deus anule poder da culpa e da vergonha, e o amor de Deus se derrame sobre todos, para que se tornem desnecessários os bodes expiatórios e os processos vitimários. Jesus pretendia que os homens soltassem as pedras para que tivessem as mãos livres para receber perdão e amor, e pudessem se abraçar em justa e fraterna comunhão. Os senadores brasileiros que soltaram as pedras o fizeram por outras razões: ficaram com as mãos livres para agarrar as pontas do manto da escuridão a fim de que pudessem permanecer escondidos nas trevas e continuassem a fazer o mal.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

O SIGNIFICADO DO AMOR - SHAKESPEARE


Depois de algum tempo, você aprende a diferença sutil entre segurar a mão de alguém e escravizar uma alma, aprende que amor não significa de pendência e companhia não significa segurança, que beijos não são contratos e presentes não são promessas, passa a aceitar os seus defeitos com a cabeça erguida e os olhos abertos , com a elegância de um adulto, não com o pesar de uma criança.

Aprende a abrir todos os seus caminhos hoje porque o futuro é muito incerto para fazer planos.

Aprende que até mesmo a luz solar queima se você se expuser muito.

Então plante seu próprio jardim e embeleze a sua própria alma, em vez de esperar que alguém traga-lhe flores.

E você aprende que realmente pode resistir... Que é forte, e tem valor.

Autor: Shakespeare (1564-1616)

 

quarta-feira, 18 de março de 2009





Uma adaptação (contextualização para os nossos dias) muito legal e marcante de um dos textos mais belos, verdadeiros e que "quebra as nossas pernas" da bíblia!


Se eu souber perfeitamente a língua e falar como um nacional, mas não tiver o amor de Deus, não sou nada.

Se tiver diplomas e títulos e souber todos os métodos, mas não tiver o toque compreensivo do amor de Deus, não sou nada.

Se for capaz de questionar com sucesso as religiões e ridicularizá-las, mas se não tiver a atraente nota de amor de Deus, não sou nada.

Se tiver toda fé e grandes idéias, planos magníficos, mas não tiver o amor que sofre, sangra, chora, ora e intercede, não sou nada.

Se der minhas roupas e dinheiro e não amá-los, não sou nada.Se desistir de todos os planos, deixar minha casa e amigos e fizer o sacrifício de uma carreira de missionário e depois ficar amargo e egoísta por causa dos aborrecimentos diários e das deficiências da vida missionária, então não sou nada.

Se puder curar toda sorte de enfermidades e doenças, mas magoar corações e ferir os sentimentos em nome do amor de Deus, não sou nada.

Se puder escrever artigos e publicar livros que recebam aplausos, mas falhem na transmissão da palavra de amor da cruz, não sou nada.…se não tiver amor


Adaptação da tradução de 1 Coríntios 13 feita por um missionário pioneiro do sul da África (HIEBERT, Paul G. O Evangelho e a Diversidade das Culturas. São Paulo: Vida Nova, 2001. p. 273).

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009



Por Patrícia Lopes
Origami é a arte milenar japonesa de criar objetos e formas a partir da dobradura de papel. A palavra deriva do japonês ori (dobrar) Kami (papel), que ao juntar as duas palavras a pronúncia fica “origami”.

Geralmente a arte da dobradura utiliza-se de um pedaço de papel quadrado, sem cortá-lo, cujas faces podem ser de cores diferentes. Entretanto a cultura do origami japonês desenvolvida desde o período Edo não é tão restrita, pois muitas vezes o papel é cortado durante a criação do modelo, ou utilizada outras formas de papel como a retangular, circular, etc.

De acordo com a cultura japonêsa quem fizesse mil origamis teria um pedido realizado. Os estudiosos acreditam que o origami tenha nascido junto com o papel. Os primeiros registros do surgimento do papel vêm da China, no ano de 105 d.C. A partir do século VII monges budistas levaram o método de fabricação do papel para outros países asiáticos, sendo um deles o Japão, onde a arte importada junto com o papel se desenvolveria. A arte se popularizou na proporção que o papel tornava-se menos caro, devido o desenvolvimento de métodos mais simples para sua criação.

No decorrer de séculos não existiram instruções para criar os modelos origami, estas eram transmitidas verbalmente de geração em geração.

No século VIII, as dobraduras passaram a fazer parte de cerimônias xintoístas, religião oriental, representando divindades reverenciadas pelos japoneses.

A partir de 1876, o origami chegou às escolas japonesas como parte integrante da educação das crianças. Alguns dos formatos de dobradura mais famosos apareceram até o final do século XIX. Os animais, representações mais populares do origami tem em sua grande maioria uma simbologia especial.
Veja links relacionados:
Brasil Escola - Sobre a técnica do origami
Mundo Educação - Como a arte foi difundida no Japão.

URSINHO AMOROSO